O futuro do setor fotovoltaico: o que eu vi na Intersolar 2019

O futuro do setor fotovoltaico: o que eu vi na Intersolar 2019

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Surpresa… Foi o que senti ao entrar na edição de 2019 da Intersolar South America, na última terça-feira, dia 27 de agosto.

A feira, acompanhando o mercado, dobrou de tamanho em relação ao ano anterior. Além disso, a globalização dos expositores também aumentou consideravelmente, mostrando que o mercado brasileiro começa a se destacar em nível mundial.

Outro importante marco da edição deste ano da Intersolar é que, pela primeira vez, a HCC Energia Solar esteve presente como expositora, levando para a feira uma solução de franchising muito interessante para aqueles que querem empreender no mercado de geração distribuída.

Segundo dados do nosso time de marketing, tivemos mais de 400 visitantes em nosso stand, entre clientes, parceiros e fornecedores. Em breve, publicarei um post específico sobre as minhas percepções como expositor e a recepção dos clientes à ideia de uma franquia de energia solar. Mas, por enquanto, falemos do que a Intersolar me permitiu perceber sobre o futuro do setor fotovoltaico. Confira!

Feira de negócios

A feira de negócios da Intersolar contou com muitos expositores, principalmente fornecedores de módulos, inversores e estruturas, além dos maravilhosos espaços dos distribuidores de kits fotovoltaicos.

Com relação aos fornecedores de módulos, percebi uma competitividade cada vez mais alta. A princípio, não vimos nada de muito novo; bastava uma visita em um dos estandes para conhecermos todas as tecnologias disponíveis. A grande maioria dos expositores apostou tudo nos módulos mono-perc e nos módulos bifaciais. Saiba mais sobre essas soluções a seguir!

Tendências em módulos fotovoltaicos

Conversando com especialistas, pude perceber que a grande tendência para 2020 será a utilização do módulo mono-perc. Há um movimento de aproximação do preço por watt dessa tecnologia com o preço do módulo policristalino, o mais utilizado na geração distribuída em 2019. A eficiência desses módulos passa de 20%, e a potência pode passar da faixa dos 400W.

Outra tendência, esta para as obras de maior porte, é a utilização dos módulos bifaciais. Dependendo do albedo do solo, a quantidade de reflexão pode aumentar a geração de energia em até 30%.

Tendências em inversores fotovoltaicos

Com relação aos inversores, tivemos poucas novidades em comparação ao ano passado. Destaco a novidade da nossa parceira, a Fronius, o lançamento do tão esperado Taurus. Visando aumentar o mercado da marca em obras de minigeração distribuída, o inversor terá:

  • potências de 50 e 100kW;
  • versões com 1MPPT e com 3MPPTs.

A previsão é que, em 2020, esses inversores já estejam disponíveis no mercado.

Outro lançamento previsto para 2020 no Brasil são os inversores híbridos. Isto é muito importante, principalmente por que o mercado de geração distribuída passará por uma mudança regulatória, e soluções inteligentes com gestão do despacho serão imprescindíveis nos próximos anos.

Congresso

Outro ponto alto da Intersolar é o congresso, no qual mais de 1500 participantes conectam-se com que há de mais novo no mercado fotovoltaico mundial. Neste ano, tive o prazer de ministrar uma palestra sobre um projeto de geração fotovoltaica combinado com armazenamento de energia, feito pela HCC para um cliente rural de atividade leiteira (na sequência, também farei um post para explicar melhor esse case).

Mas o grande tópico de discussão no congresso e nos corredores da feira continua sendo a mudança da legislação. Percebi que as dificuldades são imensas, em especial porque as solicitações das concessionárias são cada vez mais restritivas e definitivamente atrasam o processo. Acredito que teremos que ter uma atuação mais propositiva junto às distribuidoras, consolidando boas parcerias.

Sinto também que a Aneel não dá a devida atenção a essa pauta. Esse desinteresse, por sua vez, só reforça que devemos trabalhar junto das concessionárias, dialogando, entendendo as solicitações, buscando uma padronização nas análises e, acima de tudo, o cumprimento dos prazos dos clientes. Até porque, o cliente é, antes de tudo, da concessionária de energia, e temos como prerrogativa básica os direitos do mesmo como consumidor de energia elétrica.

Eu falo um pouco mais sobre as mudanças na legislação e, principalmente, o que elas representam para quem empreende ou investe em energia solar no vídeo abaixo. Assista para ficar por dentro dessa discussão!

O perigo dos “kits” de energia solar

Para finalizar esse texto, eu gostaria de ressaltar novamente a quantidade enorme de distribuidores de “kits” fotovoltaicos.

Isto é um reflexo de como é o modus operandi do mercado brasileiro: o integrador compra o kit fotovoltaico do distribuidor e faz a instalação para o cliente, sem o mínimo de customização, tudo muito “engessado”.

Tenho certeza de que é aí que mora o problema de homologação dos projetos junto às distribuidoras, além de ser a explicação para o alto índice de reclamações de geração projetada x geração realizada.

Atualmente, menos de 40% dos projetos comercializados são efetivamente homologados junto às concessionárias. Por serem muito específicas e pela necessidade constante de readequações e obras complementares, as soluções de “kit” não aderem a projetos de minigeração distribuída. Acabam, assim, gerando empecilhos para o integrador e, consequentemente, para o cliente.

Sou um crítico assíduo do modelo “kit” e considero este um dos maiores desafios de empreender no setor solar. Acho que esses modelos somente são aderentes para projetos pequenos, em que o nível de customização é baixo e as cargas não possuem características que possam dificultar a operação do sistema fotovoltaico.

Nos demais, o projeto deve sempre ser customizado. São itens imprescindíveis:

  • o projeto elétrico;
  • a escolha do inversor;
  • as proteções adicionais;
  • a adequação do projeto à carga do cliente;
  • a conexão com a distribuidora;
  • o rateio dos créditos;
  • a assistência jurídica para o enquadramento comercial da unidade consumidora;
  • o projeto de estrutura de solo ou avaliação da situação mecânica e estrutural do telhado;
  • o comissionamento da obra;
  • os testes e ensaios;
  • e a capacitação do cliente sobre as operações básicas e o entendimento do sistema.

Tudo isso deve sempre ser considerado num bom projeto. Por isso, a solução do “kit” é muito vaga para projetos acima de determinada potência, e os integradores, muitas vezes por falta de estrutura, acabam negligenciado muitos desses pontos. Em consequência, temos uma entrega aquém do que o cliente efetivamente precisaria.

Daí a importância de contar com uma empresa de confiança na hora de instalar o seu sistema fotovoltaico, ou mesmo de investir em um modelo de negócio no setor. Clicando na imagem abaixo, você pode assistir a um vídeo no qual eu dou 7 dicas de como encontrar a empresa de energia solar ideal.

Espero que você tenha gostado da minha visão sobre a Intersolar! Farei mais dois posts sobre o evento: um para falar dos resultados com o nosso modelo de franquias, e outro sobre a minha palestra no congresso. Acompanhe o blog para não perder!

E se você não nos visitou na feira e ainda não conhece os nossos modelos de negócio, não perca tempo! Clique na imagem abaixo e fale com um de nossos consultores para saber mais!